Bota Snake Blox II Dry

snake_1Vou compartilhar com vocês a minha experiência com a Bota Snake Blox II Dry, comprei ela um dia antes de fazer uma trilha para o Queixo da Anta em São Francisco Xavier, já que a bota que queria estava indisponível na loja e no site, aí te digo que é desvantagem ter um pé com uma numeração normal 41/42 porque se tivesse um pé menor, eu teria duas opções da bota, a Forclaz 100 ou 500 da Quechua, como já tinha passado na loja física da Decathlon 3 vezes, e ter acompanhado o site vários dias, cheguei ao extremo e acabei passando na Gamaia e comprando uma Snake, é uma bota com um bom custo benefício, o que fez com que eu tirasse algumas onças a mais para ter o gosto de ter uma bota boa para caminhada na montanha, ideal para terrenos desnivelados .

BOTA SNAKE BLOX II DRY

O cabedal é de couro crazy horse resistente a água. O seu solado utiliza a tecnologia Vibram Mars, material bi-componente, borracha/EVA, modelo Rocca, tornando-a com uma melhor performance, conforto e durabilidade.solado_1

O seu interior possui forração com uma membrana 100 % impermeável e respirável, e ainda possui um reforço interno com material termo conformado leve e resistente, no bico e calcanhar. A palmilha é composta por um material de alta resistência e tratamento bactericida com fibra resinada, e para maior conforto e higiene, ela possui espuma de poliuretano com tecido bactericida. A altura do seu cano é de 16cm parte externa e 14cm parte interna. A bota ainda conta com couro hidrofugado, costuras vedadas e estruturas que mantêm os pés secos em qualquer aventura.

Só pra entenderem, a linha DRY da Snake possui a exclusiva tecnologia composta por uma membrana de polyester não porosa, extremamente leve e fina, à prova d´água mas que permite a transpiração do corpo evitando a condensação e o suor. Mais conforto, performance e segurança para os pés.

Fiz o teste de imersão com a bota, e por 1 segundo achei que meus pés ficariam molhados, sensação ótima de frescor, já que afundei ela em um córrego, onde se localiza a única fonte de água da trilha citada, ou seja, água vinda diretamente das pedras em meio a mata, uma água muito gelada, pra quem já conhece a temperatura de água de cachoeira, sabe do que estou falando, ainda mais que o tempo estava com uma temperatura mais baixa.

Ao tirar os pés, fiquei feliz por não ter molhados meus pés que estavam “quentinhos”, sem bolha e sem bactérias, ainda não satisfeito, afundei um pouco mais para ter a certeza de que aquela água era “molhada”, e que não era um sonho, então pude comprovar que sua impermeabilidade funciona, e muitosnake_2 bem, inclusive a parte da caixa de amarração é impermeável, vale lembrar que acima da parte mais baixa do cano entra água, então creio que você não vai querer praticar mergulho com a bota achando que vai sair com o pé “sequinho”.
Um outro teste bacana foi a trilha que fiz em Minas Gerais no Pico dos Marins, terreno bem variado, onde pude confirmar que seu solado é muito bom. Pra quem conhece o Marins sabe que as pedras tem um grau de desnível muito alto, e por incrível que pareça, nenhum escorregão, porque seu solado tem uma ótima aderência e pra finalizar, retornamos do Pico debaixo de chuva, com neblina e um frio intenso, deixando o solo mais escorregadio, e mesmo assim a aderência foi ótima.

snake_3A impermeabilidade da bota é muito boa, porém é necessário utilizar uma calça impermeável e com regulagem na barra pra que a mesma fique presa por cima da caixa de amarração, caso contrário ela vai subir ao fazer movimentos largos, fazendo com que escorra a água por cima do cano da bota.

Pra quem está interessado em comprar o produto, pesquise no site da Snake (clique aqui) o modelo ideal para sua aventura. Bom, espero ter ajudado com as informações desse review.

Fotos da minha bota no Pico dos Marins:

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Saiba mais sobre o autor: Diego Santos

Diego Santos é Gestor de Ti, Músico e adepto de esportes e aventuras.